quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Soneto dos espectros falidos

No limiar dos verões turvos
Brotam frutos amargos das almas decadentes;
Choram juntos os espectros infelizes
Nas sombras úmidas do umbral dos desesperados.

As noites entorpecentes estouram cabeças alienadas,
O vinho cataléptico sempre volta a fazer efeito...
E o serpentear das ruas que parem becos
Escondem o cheiro do vício dissolvido em orgasmos.

O silêncio veste as ruas e o assombro em vão
Da vida comum se difere das sombras dantescas
Que compõe a ópera das almas mutiladas.

Assim é o mundo breve dos desprezados,
O paraíso funesto de uma estirpe alucinada
Que plantam idéias murchas no canteiro de escolhas mortas.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá, meu caro...

Por esses dias tomei-me conta que já estás disposto a pagar o preço por sua displicência poética.

Em breve terás novidades,

Corrêa da Beca

Anônimo disse...

Olá, prezado. Bem que você poderia ler os seus versos nas explosões da S/E.